É preciso acabar com o Apartheid escolar no Brasil
Por Gilmara Gil
"A coisa mais bonita do mundo é que as pessoas não são iguais, estão sempre mudando e ainda não foram terminadas." Os versos do escritor Guimarães Rosa, além de traduzirem um sentimento poético sobre as mais variadas situações, se encaixam para definir igualdade, diversidade, preconceito e, por que não, desigualdade. A palavra desigualdade, por exemplo, está presente no pensamento da consultora do Inep/MEC, Renísia Garcia Filice, que acabou de concluir um trabalho sobre o negro na educação brasileira que, no momento, está no Conselho Editorial da Secad, para futura publicação.
O estudo "Identidade fragmentada: Um estudo sobre a História do Negro na Educação Brasileira. 1993-2005", realizado para o MEC/lnep, revela, entre outros dados, que as políticas públicas não atuam com eficácia no combate às desigualdades raciais. " É preciso garanti r não só a presença, como principalmente, relações mais adequadas de
tratamento para brancos e negros", justifica Renísia Filice.
A pesquisadora adianta que os dados sinalizam que há uma estreita relação entre baixo rendimento escolar e discriminação racial. E que os negros, embora estejam sobressaindo em relação à taxa de eficiência, têm sua situação de desigualdade, no geral, inalterada.
O texto, com documentação produzida pelo Inep e pelo Pnad/IBGE, busca fornecer parâmetros que ampliem o debate acerca da participação do negro no sistema educacional brasileiro, da Educação Básica ao Ensino Superior. O conteúdo faz uma análise de como esta participação dialoga com sua inserção na estrutura sócio ocupacional do país. Ao aquecer o debate contra a discriminação racial, Renísia salienta a necessidade de análises mais qualitativas acerca das relações étnico-raciais que envolvem brancos e negros no interior das instituições de ensino brasileiras. Segundo ela, os dados refletem sobre a qualidade na educação, acesso e combate a disparidades raciais, económicas
e sociais, e a busca pela equidade regional. Apesar dos recentes avanços nos indicadores quantitativos, em termos qualitativos ainda são nítidos os sinais de discriminação sobre as populações negras. "A falta* de equidade no tratamento com crianças brancas e negras no espaço escolar é um dos fatores mais graves, pois interfere no rendimento do aluno negro", frisa a pesquisadora.
Conforme explica, nota-se que em situações de maior penúria económica, brancos e negros se aproximam mais. Na escola, em termos de rendimento; no trabalho, em termos dos baixos salários. À medida que aumenta o nível socioeconômico dos envolvidos e a qualidade da estrutura educacional ofertada, o tratamento discriminatório contra negros não regride. Muito embora, no ensino fundamental e no ensino médio, os negros tenham ampliado seu rendimento escolar, este não foi suficiente para reduzir a barreira que os separa, há mais de três gerações, dos auto-identificados brancos.
Combate ao racismo
O estudo mostra ainda que o quadro não muda em relação à distribuição salarial e aos postos de serviços ocupados. "Os auto-identificados negros permanecem, invariavelmente, em desvantagem", salienta Renísia. Outro dado relevante indica que quase 50% da população autodeclarada negra tem sido preterida, quando se apresentam apenas políticas universalistas que não atentam para a especificidade do processo histórico que torna o homem negro, com toda a carga de luta e discriminação que esta palavra carrega, socialmente localizado. "Em se tratando de atuar com eficácia no combate às desigualdades raciais, é preciso haver políticas de ações afirmativas específicas para as populações negras, no sentido de impedir a perpetuação dessadisparidade entre brancos e negros, nas próximas gerações", destaca a consultora.Segundo Renísia, considerar o enfoque da temática ético-racial na análise dos dados signifíca, dentre outras coisas, um avanço na ruptura do mito da democracía racial que ainda vigora no país e sustenta a “invisibilidade” social que envolve as populações negras.
Números da desigualdade racial no sistema educacional
Analfabetismo:
populações preta (16,9%); parda (16,8%), o dobro das populações brancas (7,1%). (IBGE, 2003).
> Ensino Fundamental: na 4a e 8a séries do ensino fundamental, o grupo onde se verifica a maior proporção de alunos repetentes é o dos alunos que se declaram negros.
^ Ensino Médio: o Enem 2005 registra a maior participação de auto-identificados
negros: brancos (45,2%), negros (49,7%), amarelos (3,3%) e indígenas (0,8%). No ranking em relação à nota média das redações e provas objetivas: em primeiro, brancos, depois, os amarelos, seguidos de negros, e, por último, os indígenas.
>• Ensino Superior: a presença das populações negras é a menor de todas as etapas educacionais. Na pós-graduação, por exemplo, o índice de participação dos negros era de 18,5%, enquanto os brancos somavam 81,5% do total (IBGE, 2002).
Desigualdade racial
interfere no rendimento escolar
A verdade é uma só. Existe, sim, discriminação racial na escola. E estas diferenças entre negros e brancos no sistema educacional apresentam causas e efeitos duradouros no curso da vida, aponta o pesquisador do Instituto de Pesquisa Económica Aplicada (Ipea) Sergei Soares, que organizou a obra "Os mecanismos de discriminação racial nas escolas brasileiras", recém-lançada pelo Instituto. "Os estudos realizados nos últimos dez anos indicam, com clareza, a centralidade da discriminação no sistema educacional como fator de reprodução de desigualdades raciais, o que faz com que ações nesse campo ocupem lugar primordial no combate ao racismo, tal como evidenciado pela política de cotas de ensino superior
e pelo debate que esta vem provocando na sociedade", afirma Sergei.
Na sua opinião — embora a dureza da
discriminação contra milhões de negros faça com que seja urgente a necessidade de respostas por parte do poder público — uma melhor compreensão da forma como são produzidas e reproduzidas as desigualdades raciais no sistema educacional é
fundamental para o desenho de políticas eficazes para o seu combate. Aliás, esta discussão é a que norteia a abordagem dos seis capítulos do livro, que traz a contribuição de outros três estudos sobre o problema. "Buscamos compreender em que momentos e espaços do processo educativo a
discriminação é mais aguda e "Construir uma identidade negra positiva em uma sociedade que, historicamente, ensina aos negros, desde muito cedo, que para ser aceito é preciso negar-se a si mesmo é um desafio enfrentado pêlos negros e pêlos negros brasileiros", afirma a pesquisadora. Para ela, os órgãos institucionais, por formularem políticas públicas, têm a responsabilidade social e educativa de compreender, principalmente na escola, esta complexidade.
"Este é um trabalho que diz respeito a toda a sociedade, e ao poder público em todos os âmbitos, federal, estadual e municipal", conclui.
Renísia explica que o estudo buscou percorrer algumas das possíveis trilhas que definiram "o lugar do negro" no Brasil, do Brasil Colónia até a atualidade, trançado um perfil atualizado da relação entre racismo, baixo o rendimento escolar e pobreza.
reciso combater, com urgência, racismo institucionalizado que se instaurou no Brasil. e é o fato: os negros têm avançado, mas continuam em posição inferior ao branco, seja no espaço educacional, seja no mercado de trabalho.
Conhecer a história da educação do negro significa, dentre outras coisas, a necessidade de adentrar nesses diferentes tipos de escolarização e educação, como espaços de construção da cidadania e fonte de conscientização da origem afro-brasileira. Conseqüentemente, a invisibilidade social é "desnaturalizada", fazendo emergirem as diferenças nas formas de tratamento, a desigualdade racial e social.
Educar para a diversidade significa a busca da equidade no tratamento para brancos e negros.
Mudança de paradigma*
.
“Quais são as formas que ela toma por intermédio de dados e técnicas estatísticas disponíveis”, enfatiza o pesquisador.
As pesquisas tratam tanto do nível educacional alcançado como do conteúdo efetivamente aprendido, ou seja, foram investigadas as diferenças raciais na quantidade e na qualidade da educação. Segundo os autores, inúmeros estudos mostram que o sistema educacional, além de ser incapaz de compensar as diferenças de origem socioeconômica, acrescenta outras distorções, fazendo com que as mesmas sejam intensas ao longo da jornada escolar entre estudantes negros e brancos.
Para Sergei Soares, ao entrarem no mercado de trabalho, no qual a posição social das pessoas se consolida, os negros são prejudicados pela sua diferença educacional em relação aos brancos. "A diferença faz com que tenham maior chance de serem encontrados nas ocupações de trabalhos manuais de baixa qualificação e remuneração, e mesmo entre estas, desempenhando tarefas de menor prestígio", sentencia.
Estudos realizados por países como Inglaterra, França e Estados Unidos reforçam a tese de que as classes sociais se associam claramente ao desempenho escolar. O acesso aos níveis mais elevados de ensino é mais fácil para pessoas mais
ricas do que para as mais pobres. Nos Estados Unidos, pesquisadores deram especial atenção às diferenças étnicas de desempenho e às tendências históricas relativas ao problema, e concluíram que "toda redução das diferenças de grupo no alto da distribuição de desempenho é devida às mudanças relativas às classes sociais".
Segundo Sergei, esse tipo de diferença social é particularmente importante no caso do Brasil por várias razões, entre as quais, cita duas como sendo as principais: a nossa história de escravidão e a imagem que fazemos de nós mesmos como povo. "Houve uma tendência a se considerar as diferenças raciais menos importantes que as diferenças económicas", acrescenta.
Outra contribuição importante para o esclarecimento e para aumentar o debate sobre a discriminação racial na escola é o livro "Inclusão Étnica e Racial", do professor José Jorge de Carvalho, do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB). A obra faz uma retrospectiva sobre a questão da exclusão racial no Brasil e mostra, de uma forma aprofundada, por que nossas universidades têm poucos negros.
Segundo o antropólogo, ele próprio resolveu contar o número de professores negros na UnB e constatou que em duas décadas de ensino no curso de antropologia não havia entrado nenhum aluno negro. "Se o número de estudantes negros na graduação é baixo, na pós-graduação é muito menor." De acordo com o levantamento, ele encontrou 15 professores negros de um total de l .500, o que representa 1% do quadro de docentes. Nas 12 universidades em que promoveu a pesquisa, em São Paulo, a porcentagem de negros foi a menor do universo pesquisado. "Considerando às demais — seis são as mais importantes do país (USP, Unicamp, UFRJ, UFMG, UFRGS e Unb), o índice chegou a 0,4% de professores negros. Numa população de 45% de negros, isso não tem paralelo no mundo", ressalta Jorge de Carvalho.
Para o pesquisador, o problema é grave e a saída para os estudantes negros e afrodescendentes é o ingresso via cotas. "Vivemos num país multirracial, mas ele não quer admitir que é. Ele não consegue dar conta da multirracialidade. É uma barreira muito profunda e os danos são imensos", conclui
matéria de capa
Projeto para combater o preconceito em sala de aula
O governo federal anunciou o início do projeto Género e Diversidade na Escola. Por meio dele, professores de 5a a 8a série das escolas públicas serão capacitados para combater o preconceito em sala de aula. A iniciativa visa a evitar atitudes preconceituosas em relação a mulheres, negros, índios, portadores de deficiência física, homossexuais e bissexuais. A primeira turma começou o treinamento em junho, com l ,2 mil educadores de seis cidades: Dourados (MS), Porto Velho (RO), Maringá (PR), Salvador (BA), Nova Iguaçu (RJ) e Niterói (RJ), por meio das prefeituras.Os governos estaduais também participarão do projeto-piloto. A partir de setembro, outros 30 mil professores vão passar pelo curso, que será levado para todo o país. A ação é uma parceria da » Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, do Ministério da Educação e do Conselho Britânico no Brasil. O Reino Unido já incluiu a diversidade de género, raça e orientação sexual no ensino escolar. O investimento total é de R$ 723 mil, sendo R$ 603 mil provenientes do governo federal e R$ 120 mil do Conselho.
O governo federal arcará com todo o custo do projeto. Em contrapartida, os Estados deverão disponibilizar logística para a realização do curso, como laboratórios de informática. O ministro da Educação, Fernando Haddad, destacou que a iniciativa aprimora a formação cidadã dos alunos.
"Melhorar a educação é, sobretudo, melhorar a formação de professores e de alunos em torno de uma convivência pacífica, de uma convivência de respeito à pessoa humana na sua diversidade." A ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, afirmou que o projeto inova a metodologia de ensino brasileira: "Tratar os educadores, homens e mulheres, como cidadãos significa, sem dúvida, propor a eles alternativas ao que tem sido o ensino tradicional".
Aprendendo com a cor da pele
''O bom exemplo de uma educadora
Educadores como a professora Juceli Hack de Oliveira, que trabalha com crianças de 5 a 6 anos em Novo Hamburgo (RS), sabem na ponta do lápis que o preconceito existe na escola, principalmente contra o negro.
Foi uma situação de preconceito em sala de aula contra duas crianças negras que fez Juceli colocar em prática o projeto "A Mãe África e Seus Filhos Brasileiros: resgatando a cultura afro-brasileira", que lhe valeu uma homenagem especial do Prémio Professores do Brasil, iniciativa da Fundação Bunge e Fundação Orsa, em parceria com o Ministério da Educação, em 2005.
"Não gostei das atitudes de algumas crianças de uma turma de 23 alunos, que começaram a agredir verbalmente aqueles coleguinhas, chamando-os não pelo nome, mas pela cor da pele." Um dia, um menino enraivecido, na disputa de um brinquedo, provocou: "Me dá aqui, seu negro". Foi agota d'água para que a professora, com curso de pedagogia, colocasse
no papel uma iniciativa inédita na comunidade escolar do Vale do Sinos, considerada a região berço da colonização alemã no Rio Grande do Sul.
Juceli conta que ela recebeu críticas dos pais de alunos. "Eles me perguntaram se eu não tinha nada mais útil para ensinar às crianças do que a África. Mas depois entenderam e apoiaram a ideia", lembra.
O projeto da educadora é simples, porém surtiu o objetivo desejado. Com aulas ilustrativas e práticas, e a parceria da Associação de Pais da Escola, Juceli adquiriu instrumentos musicais, entre os quais, o berimbau e outros de percussão. Ela também mostrou o folclore africano por meio da capoeira, e as crianças, por meio de um processo educacional, passaram a respeitar as diferenças de cor. "Não podemos conviver com o preconceito, tampouco romantizar o problema", frisa a professora.
Poucos sabem, mas ensinar a História da África e da Cultura Afro-Brasileira é obrigatório em todas as escolas de ensino fundamental e médio. A lei, de número 10.639, foi sancionada pelo presidente Lula em 2003.
Sou Janaína Santos, tenho 18 anos e sou estudante universitária, curso Design na Escola Superior de Propaganda e Marketíng (ESPM), de Porto Alegre.
Preconceito existe em todos os lugares, sejamos negros ou não. Sofri discriminação racial quando eu tinha 6 anos, ao entrar para a escola. Estudava no Colégio Americano — de classe média alta — e as agressões aconteceram logo no começo. Por eu ser uma criança negra e estudar em uma escola tradicional, foi muito triste, mas segurei a barra até o final do ensino fundamental.
Agora que cresci e superei o problema, entendo que a discriminação contra o negro é uma realidade na vida escolar e que ela não vai acabar tão cedo, pois a sociedade em que vivemos é preconceituosa. Acredito que o racismo irá acabar quando o próprio negro deixar de ser preconceituoso com ele mesmo, e vencer como pessoa, que é capaz de construir uma imagem afirmativa na sociedade.
domingo, 2 de setembro de 2007
sábado, 1 de setembro de 2007
Tudo Sobre o Biodiesel
Tudo Sobre Biodiesel
O Que é Biodiesel?
Biodiesel é uma alternativa aos combustíveis derivado do petróleo. Pode ser usado em carros e qualquer outro veículo com motor diesel. Fabricado a partir de fontes renováveis (girassol, soja, mamona), é um combustível que emite menos poluentes que o diesel. Saiba aqui porque todos estão falando deste biocombustível.
Vantagens do Biodiesel
Cada vez mais o preço da gasolina, diesel e derivados de petróleo tendem a subir. A cada ano o consumo aumenta e as reservas diminuem. Além do problema físico, há o problema político: a cada ameaça de guerra ou crise internacional, o preço do barril de petróleo dispara.
Aspectos Econômicos do Biodiesel
Para aumentar sua competitividade, os custos de produção do biodiesel podem ser minimizados através da venda dos co-produtos gerados durante o processo de transesterificação, tais como a glicerina, adubo e ração protéica vegetal.
Especificações do Biodiesel
Em função da importância do biodiesel e da futura regulamentação para sua utilização no país, o estabelecimento de padrões de qualidade para o biodiesel se constitui um fator primordial para sua adoção ser bem sucedida.
História e Biodiesel
Durante a Exposição Mundial de Paris, em 1900, um motor diesel foi apresentado ao público funcionando com óleo de amendoim. Os primeiros motores tipo diesel eram de injeção indireta. Tais motores eram alimentados por petróleo filtrado, óleos vegetais e até mesmo por óleos de peixe.
Processo de Produção de Biodiesel
A molécula de óleo vegetal é formada por três ésteres ligados a uma molécula de glicerina, o que faz dele um triglicídio. O processo para a transformação do óleo vegetal em biodiesel chama-se TRANSESTERIFICAÇÃO.
Balanço Energético do Biodiesel
Quando os pesquisadores calculam o balanço energético líquido para um biocombustível, eles consideram a energia exigida para produzir a colheita (coisas como fertilizantes, pesticidas, e diesel de trator), e então somam a energia necessária para processar a planta colhida em etanol ou biodiesel. Eles subtraem a quantia de energia que entra no processo da quantia de energia que sai.
Biodiesel Brasil
O Brasil apresenta grandes vantagens para produção de biocombustíveis, pois apresenta geografia favorável, situa-se em uma região tropical, com altas taxas de luminosidade e temperaturas médias anuais. Associada a disponibilidade hídrica e regularidade de chuvas, torna-se o país com maior potencial para produção de energia renovável.
Fábricas / Usinas de Biodiesel
A atual estrutura nacional de produção de biodiesel pode ser caracterizada como incipiente e fortemente baseada em experiências com plantas-piloto, o que resulta num volume de produção bastante reduzido.
Efeito Estufa - Greenhouse Effect
O biodiesel permite que se estabeleça um ciclo fechado de carbono no qual o CO2 é absorvido quando a planta cresce e é liberado quando o biodiesel é queimado na combustão do motor.
Agricultura Familiar, Emprego e o Lado Social do Biodiesel
O grande mercado energético brasileiro e mundial poderá dar sustentação a um imenso programa de geração de emprego e renda a partir da produção do biodiesel. A produção de oleaginosas em lavouras familiares faz com que o biodiesel seja uma alternativa importante para a erradicação da miséria no país.
Impostos sobre Biodiesel
Assim é reconhecido internacionalmente que o biodiesel, atualmente, não é competitivo em relação ao óleo diesel, sem que haja fortes incentivos fiscais.
Rendimento de óleo das Sementes
As oleaginosas promissoras para a produção do biodiesel, devem ter avaliadas suas reais potencialidades técnicas e seus efeitos secundários.
Legislação e Decretos sobre Biodiesel
Todas as leis, decretos e portarias concernentes ao Biodiesel. O biodiesel pelos olhos do governo.
Financiamento para construção de usinas
O BNDES já conta com o Programa de Apoio Financeiro a Investimentos em Energia. Esse programa tem por objetivo propiciar o aumento da oferta, a otimização do consumo atual e a atração de novos investidores.
Glicerina - Sub-produto do biodiesel
A Glicerina é produzida por via química ou fermentativa. Tem uma centena de usos, principalmente na indústria química. Os processos de produção são de baixa complexidade tecnológica.
PróAlcool - Programa Brasileiro de Álcool
O PROÁLCOOL foi um programa bem-sucedido de substituição em larga escala dos derivados de petróleo. Foi desenvolvido para evitar o aumento da dependência externa de divisas quando dos choques de preço de petróleo.
Charges sobre biodiesel
O Que é Biodiesel?
Biodiesel é uma alternativa aos combustíveis derivado do petróleo. Pode ser usado em carros e qualquer outro veículo com motor diesel. Fabricado a partir de fontes renováveis (girassol, soja, mamona), é um combustível que emite menos poluentes que o diesel. Saiba aqui porque todos estão falando deste biocombustível.
Vantagens do Biodiesel
Cada vez mais o preço da gasolina, diesel e derivados de petróleo tendem a subir. A cada ano o consumo aumenta e as reservas diminuem. Além do problema físico, há o problema político: a cada ameaça de guerra ou crise internacional, o preço do barril de petróleo dispara.
Aspectos Econômicos do Biodiesel
Para aumentar sua competitividade, os custos de produção do biodiesel podem ser minimizados através da venda dos co-produtos gerados durante o processo de transesterificação, tais como a glicerina, adubo e ração protéica vegetal.
Especificações do Biodiesel
Em função da importância do biodiesel e da futura regulamentação para sua utilização no país, o estabelecimento de padrões de qualidade para o biodiesel se constitui um fator primordial para sua adoção ser bem sucedida.
História e Biodiesel
Durante a Exposição Mundial de Paris, em 1900, um motor diesel foi apresentado ao público funcionando com óleo de amendoim. Os primeiros motores tipo diesel eram de injeção indireta. Tais motores eram alimentados por petróleo filtrado, óleos vegetais e até mesmo por óleos de peixe.
Processo de Produção de Biodiesel
A molécula de óleo vegetal é formada por três ésteres ligados a uma molécula de glicerina, o que faz dele um triglicídio. O processo para a transformação do óleo vegetal em biodiesel chama-se TRANSESTERIFICAÇÃO.
Balanço Energético do Biodiesel
Quando os pesquisadores calculam o balanço energético líquido para um biocombustível, eles consideram a energia exigida para produzir a colheita (coisas como fertilizantes, pesticidas, e diesel de trator), e então somam a energia necessária para processar a planta colhida em etanol ou biodiesel. Eles subtraem a quantia de energia que entra no processo da quantia de energia que sai.
Biodiesel Brasil
O Brasil apresenta grandes vantagens para produção de biocombustíveis, pois apresenta geografia favorável, situa-se em uma região tropical, com altas taxas de luminosidade e temperaturas médias anuais. Associada a disponibilidade hídrica e regularidade de chuvas, torna-se o país com maior potencial para produção de energia renovável.
Fábricas / Usinas de Biodiesel
A atual estrutura nacional de produção de biodiesel pode ser caracterizada como incipiente e fortemente baseada em experiências com plantas-piloto, o que resulta num volume de produção bastante reduzido.
Efeito Estufa - Greenhouse Effect
O biodiesel permite que se estabeleça um ciclo fechado de carbono no qual o CO2 é absorvido quando a planta cresce e é liberado quando o biodiesel é queimado na combustão do motor.
Agricultura Familiar, Emprego e o Lado Social do Biodiesel
O grande mercado energético brasileiro e mundial poderá dar sustentação a um imenso programa de geração de emprego e renda a partir da produção do biodiesel. A produção de oleaginosas em lavouras familiares faz com que o biodiesel seja uma alternativa importante para a erradicação da miséria no país.
Impostos sobre Biodiesel
Assim é reconhecido internacionalmente que o biodiesel, atualmente, não é competitivo em relação ao óleo diesel, sem que haja fortes incentivos fiscais.
Rendimento de óleo das Sementes
As oleaginosas promissoras para a produção do biodiesel, devem ter avaliadas suas reais potencialidades técnicas e seus efeitos secundários.
Legislação e Decretos sobre Biodiesel
Todas as leis, decretos e portarias concernentes ao Biodiesel. O biodiesel pelos olhos do governo.
Financiamento para construção de usinas
O BNDES já conta com o Programa de Apoio Financeiro a Investimentos em Energia. Esse programa tem por objetivo propiciar o aumento da oferta, a otimização do consumo atual e a atração de novos investidores.
Glicerina - Sub-produto do biodiesel
A Glicerina é produzida por via química ou fermentativa. Tem uma centena de usos, principalmente na indústria química. Os processos de produção são de baixa complexidade tecnológica.
PróAlcool - Programa Brasileiro de Álcool
O PROÁLCOOL foi um programa bem-sucedido de substituição em larga escala dos derivados de petróleo. Foi desenvolvido para evitar o aumento da dependência externa de divisas quando dos choques de preço de petróleo.
Charges sobre biodiesel
Produção do Biodiesel
Processo de Produção de Biodiesel
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Os maiores sites sobre biodiesel do mundo
Charges sobre Biodiesel A molécula de óleo vegetal é formada por três ésteres ligados a uma molécula de glicerina, o que faz dele um triglicídio.
O processo para a transformação do óleo vegetal em biodiesel chama-se TRANSESTERIFICAÇÃO.
Transesterificação nada mais é do que a separação da glicerina do óleo vegetal. Cerca de 20% de uma molécula de óleo vegetal é formada por glicerina. A glicerina torna o óleo mais denso e viscoso. Durante o processo de transesterificação, a glicerina é removida do óleo vegetal, deixando o óleo mais fino e reduzindo a viscosidade.
Veja a seguir e nas demais páginas do menu a esquerda, como é feito e o que é necessário para produzir biodiesel.
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Charges sobre Biodiesel A molécula de óleo vegetal é formada por três ésteres ligados a uma molécula de glicerina, o que faz dele um triglicídio.
O processo para a transformação do óleo vegetal em biodiesel chama-se TRANSESTERIFICAÇÃO.
Transesterificação nada mais é do que a separação da glicerina do óleo vegetal. Cerca de 20% de uma molécula de óleo vegetal é formada por glicerina. A glicerina torna o óleo mais denso e viscoso. Durante o processo de transesterificação, a glicerina é removida do óleo vegetal, deixando o óleo mais fino e reduzindo a viscosidade.
Veja a seguir e nas demais páginas do menu a esquerda, como é feito e o que é necessário para produzir biodiesel.
O que é o Biodiesel
O Que é Biodiesel?
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Charges sobre Biodiesel O biodiesel é um combustível para ser utilizado nos carros ou caminhões, feito a partir das plantas (óleos vegetais) ou de animais (gordura animal). Atualmente o biodiesel vendido nos postos pelo Brasil possui 2% de biodiesel e 98% de diesel (B2). O biodiesel só pode ser usado em motores a diesel, portanto este combustível é um substituto do diesel.Para se produzir biodiesel, o óleo retirado das plantas é misturado com álcool (ou metanol) e depois estimulado por um catalisador. O catalisador é um produto usado para provocar uma reação química entre o óleo e o álcool. Depois o óleo é separado da glicerina (usada na fabricação de sabonetes) e filtrado.Existem muitas espécies vegetais no Brasil que podem ser usadas na produção do biodiesel, como o óleo de girassol, o amendoim, a mamona, a soja, entre outros.Para que você entenda melhor esse processo, veja como funciona:As mistura entre o biodiesel e o diesel mineral é conhecida pela letra B, mais o número que corresponde a quantidade de biodiesel na mistura, por exemplo, se uma mistura que tem 5% de biodiesel, é chamada B5, se tem 20% de biodiesel, é B20. Hoje nos postos em todo o Brasil é vendido o biodiesel B2.A utilização do biodiesel puro ainda está sendo testada, se for usado só biodiesel (100%), sem misturar com o diesel mineral, vai se chamar B100.
Definição Geral:
Combustível natural usado em motores diesel, produzido através de fontes renováveis, que atende as especificações da ANP.
Definição Geral estendida:
Combustível renovável derivado de óleos vegetais, como girassol, mamona, soja, babaçu e demais oleaginosas, ou de gorduras animais, usado em motores a diesel, em qualquer concentração de mistura com o diesel. Produzido através de um processo químico que remove a glicerina do óleo.
Definição Técnica:
Combustível composto de mono-alquilésteres de ácidos graxos de cadeia longa, derivados de óleos vegetais ou de gorduras animais e designado B100.
Definição da legislação brasileira:
Biocombustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil.
Biodiesel é o nome de um combustível alternativo de queima limpa, produzido de recursos domésticos, renováveis. O Biodiesel não contem petróleo, mas pode ser adicionado a ele formando uma mistura. Pode ser usado em um motor de ignição a compressão (diesel) sem necessidade de modificação. O Biodiesel é simples de ser usado, biodegradável, não tóxico e essencialmente livre de compostos sulfurados e aromáticos.
O Biodiesel é fabricado através de um processo químico chamado transesterificação onde a glicerina é separada da gordura ou do óleo vegetal. O processo gera dois produtos, ésteres ( o nome químico do biodiesel) e glicerina (produto valorizado no mercado de sabões).
O biodiesel de qualidade deve ser produzido seguindo especificações industrias restritas, a nível internacional tem-se a ASTM D6751. Nos EUA, o biodiesel é o único combustível alternativo a obter completa aprovação no Clean Air Act de 1990 e autorizado pela Agência Ambiental Americana (EPA) para venda e distribuição. Os óleos vegetais puros não estão autorizados a serem utilizados como óleo combustível.
O biodiesel pode ser usado puro ou em mistura com o óleo diesel em qualquer proporção. Tem aplicação singular quando em mistura com o óleo diesel de ultrabaixo teor de enxofre, porque confere a este, melhores características de lubricidade. É visto como uma alternativa excelente o uso dos ésteres em adição de 5 a 8% para reconstituir essa lubricidade.
Mundialmente passou-se a adotar uma nomenclatura bastante apropriada para identificar a concentração do Biodiesel na mistura. É o Biodiesel BXX, onde XX é a percentagem em volume do Biodiesel à mistura. Por exemplo, o B2, B5, B20 e B100 são combustíveis com uma concentração de 2%, 5%, 20% e 100% de Biodiesel, respectivamente.
A experiência de utilização do biodiesel no mercado de combustíveis tem se dado emquatro níveis de concentração:· Puro (B100)· Misturas (B20 – B30)· Aditivo (B5)· Aditivo de lubricidade (B2)
As misturas em proporções volumétricas entre 5% e 20% são as mais usuais, sendo que para a mistura B5, não é necessário nenhuma adaptação dos motores.
O biodiesel é perfeitamente miscível e físico quimicamente semelhante ao óleo diesel mineral, podendo ser usado em motores do ciclo diesel sem a necessidade de significantes ou onerosas adaptações.
Por ser biodegradável, não-tóxico e praticamente livre de enxofre e aromáticos, é considerado um combustível ecológico.
Como se trata de uma energia limpa, não poluente, o seu uso num motor diesel convencional resulta, quando comparado com a queima do diesel mineral, numa redução substancial de monóxido de carbono e de hidrocarbonetos não queimados
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Charges sobre Biodiesel O biodiesel é um combustível para ser utilizado nos carros ou caminhões, feito a partir das plantas (óleos vegetais) ou de animais (gordura animal). Atualmente o biodiesel vendido nos postos pelo Brasil possui 2% de biodiesel e 98% de diesel (B2). O biodiesel só pode ser usado em motores a diesel, portanto este combustível é um substituto do diesel.Para se produzir biodiesel, o óleo retirado das plantas é misturado com álcool (ou metanol) e depois estimulado por um catalisador. O catalisador é um produto usado para provocar uma reação química entre o óleo e o álcool. Depois o óleo é separado da glicerina (usada na fabricação de sabonetes) e filtrado.Existem muitas espécies vegetais no Brasil que podem ser usadas na produção do biodiesel, como o óleo de girassol, o amendoim, a mamona, a soja, entre outros.Para que você entenda melhor esse processo, veja como funciona:As mistura entre o biodiesel e o diesel mineral é conhecida pela letra B, mais o número que corresponde a quantidade de biodiesel na mistura, por exemplo, se uma mistura que tem 5% de biodiesel, é chamada B5, se tem 20% de biodiesel, é B20. Hoje nos postos em todo o Brasil é vendido o biodiesel B2.A utilização do biodiesel puro ainda está sendo testada, se for usado só biodiesel (100%), sem misturar com o diesel mineral, vai se chamar B100.
Definição Geral:
Combustível natural usado em motores diesel, produzido através de fontes renováveis, que atende as especificações da ANP.
Definição Geral estendida:
Combustível renovável derivado de óleos vegetais, como girassol, mamona, soja, babaçu e demais oleaginosas, ou de gorduras animais, usado em motores a diesel, em qualquer concentração de mistura com o diesel. Produzido através de um processo químico que remove a glicerina do óleo.
Definição Técnica:
Combustível composto de mono-alquilésteres de ácidos graxos de cadeia longa, derivados de óleos vegetais ou de gorduras animais e designado B100.
Definição da legislação brasileira:
Biocombustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil.
Biodiesel é o nome de um combustível alternativo de queima limpa, produzido de recursos domésticos, renováveis. O Biodiesel não contem petróleo, mas pode ser adicionado a ele formando uma mistura. Pode ser usado em um motor de ignição a compressão (diesel) sem necessidade de modificação. O Biodiesel é simples de ser usado, biodegradável, não tóxico e essencialmente livre de compostos sulfurados e aromáticos.
O Biodiesel é fabricado através de um processo químico chamado transesterificação onde a glicerina é separada da gordura ou do óleo vegetal. O processo gera dois produtos, ésteres ( o nome químico do biodiesel) e glicerina (produto valorizado no mercado de sabões).
O biodiesel de qualidade deve ser produzido seguindo especificações industrias restritas, a nível internacional tem-se a ASTM D6751. Nos EUA, o biodiesel é o único combustível alternativo a obter completa aprovação no Clean Air Act de 1990 e autorizado pela Agência Ambiental Americana (EPA) para venda e distribuição. Os óleos vegetais puros não estão autorizados a serem utilizados como óleo combustível.
O biodiesel pode ser usado puro ou em mistura com o óleo diesel em qualquer proporção. Tem aplicação singular quando em mistura com o óleo diesel de ultrabaixo teor de enxofre, porque confere a este, melhores características de lubricidade. É visto como uma alternativa excelente o uso dos ésteres em adição de 5 a 8% para reconstituir essa lubricidade.
Mundialmente passou-se a adotar uma nomenclatura bastante apropriada para identificar a concentração do Biodiesel na mistura. É o Biodiesel BXX, onde XX é a percentagem em volume do Biodiesel à mistura. Por exemplo, o B2, B5, B20 e B100 são combustíveis com uma concentração de 2%, 5%, 20% e 100% de Biodiesel, respectivamente.
A experiência de utilização do biodiesel no mercado de combustíveis tem se dado emquatro níveis de concentração:· Puro (B100)· Misturas (B20 – B30)· Aditivo (B5)· Aditivo de lubricidade (B2)
As misturas em proporções volumétricas entre 5% e 20% são as mais usuais, sendo que para a mistura B5, não é necessário nenhuma adaptação dos motores.
O biodiesel é perfeitamente miscível e físico quimicamente semelhante ao óleo diesel mineral, podendo ser usado em motores do ciclo diesel sem a necessidade de significantes ou onerosas adaptações.
Por ser biodegradável, não-tóxico e praticamente livre de enxofre e aromáticos, é considerado um combustível ecológico.
Como se trata de uma energia limpa, não poluente, o seu uso num motor diesel convencional resulta, quando comparado com a queima do diesel mineral, numa redução substancial de monóxido de carbono e de hidrocarbonetos não queimados
Biodiesel
BIODIESEL____________________________________________________________________________Obtido a partir de óleos vegetais extraídos principalmente da soja, nabo forrageiro, girassol, caroço de algodão, o biodiesel é o mais novo mercado de combustíveis no Brasil, seja pelo atrativo econômico, ou como vetor de qualidade ambiental, auxiliando na diminuição das emissões nocivas ao meio ambiente. O programa de biodiesel foi regulamentado no final de 2004, onde autoriza o seu uso comercial em todo o território nacional e estabelece os percentuais de mistura ao diesel de petróleo , a forma de utilização e o regime tributário.Em sua primeira etapa, o Programa prevê a mistura de biodiesel na proporção de até 2%(B2) ao diesel de petróleo, o que representa cerca de 800 milhões de litros por ano. A entrada de novo combustível vai permitir a redução da importação do diesel , que hoje é de cerca de 15%.Por outro lado, a corrida já começou e a oferta terá de estar a disposição até 2008. As escolhas tecnológicas começam a ser feitas e isso pode fazer a diferença no momento de colocar o biodiesel no mercado, ou utilizá-lo para consumo próprio como já acontece em alguns lugares no Brasil, onde empresários rurais tem reduzido seus custos de produção misturando óleos vegetais,(biocombustivel) extraídos pelo sistema de processamento TEC EXTRUDER OIL PRESS, em suas frotas agrícolas. É neste contexto que a GRANJATEC INTERNACIONAL se integra a esta nova cadeia, disponibilizando seu sistema para a produção deste novo biocombustível, em diversas escalas, e com ganhos significativos de produtividade e economicidade. Ao mesmo tempo concede aos novos empreendimentos a possibilidade de produzir farelos proteicos de alta qualidade seja para o consumo próprio de suas criações ou venda em mercados diversos! Fabricamos equipamentos para extração de óleo a seco (sem vapor sem solvente) de oleaginosas (soja, caroço de algodão, girassól, nabo forrageiro, cousa , etc..) ...que poderão ser usados como biocombustíveis. Equipamentos fabricados em concepção robusta de fácil operação que processam de 01(uma) a 02(duas) toneladas de grãos por hora, resultando em farelos e óleos vegetais virgem de excelente qualidade !
Comunismo e Socialismo
Comunismo e SocialismoHistória do Comunismo, história do socialismo, Karl Marx, socialismo utópico e científico, Revolução Russa e o socialismo
Karl Marx : idealizador do comunismo
Fica difícil determinar uma data exata, da origem do comunismo, pois o estudo antropológico mostrou que esse tipo de comunidade já existia desde os tempos mais remotos. Porém, o comunismo ficou mais caracterizado e conscientizado depois de 1840. O termo comunismo começa a aparecer nas sociedades revolucionárias de Paris, substituindo outros tipos de comunidades.
O conceito de comunismo propriamente, define-se como uma forma de regime social onde existe uma igual distribuição de riqueza e a propriedade comum de todos os bens. As desigualdades sociais já levavam filósofos a pensar numa sociedade ideal, que tivesse igualdade de direitos.
Segundo Karl Marx (1818-1883), o objetivo do comunismo é o domínio do proletariado, perante o declínio da burguesia, acabando assim com a diferença (confronto) de classes.
O comunismo se baseia numa sociedade sem classes, onde todos têm os mesmos direitos, os mesmos ganhos e gastos.
Entre os países que adotaram o regime comunista, podemos citar a U.R.S.S., a China, Cuba e Alemanha Oriental.
No Brasil, o Partido Comunista dos 40 anos que existiu, pelo menos 35 foi ilegal, o que tornou extremamente difícil sua documentação. Esse partido foi fundado no congresso que realizou nos dias 25, 26 e 27 de março de 1922, porém, três meses depois não era mais considerado legal. O "Manifesto Comunista" foi publicado em livro no Brasil, em 1924. Entre 1917 e 1920 o movimento sofreu grande influência da Revolução de Outubro.
Karl Marx : idealizador do comunismo
Fica difícil determinar uma data exata, da origem do comunismo, pois o estudo antropológico mostrou que esse tipo de comunidade já existia desde os tempos mais remotos. Porém, o comunismo ficou mais caracterizado e conscientizado depois de 1840. O termo comunismo começa a aparecer nas sociedades revolucionárias de Paris, substituindo outros tipos de comunidades.
O conceito de comunismo propriamente, define-se como uma forma de regime social onde existe uma igual distribuição de riqueza e a propriedade comum de todos os bens. As desigualdades sociais já levavam filósofos a pensar numa sociedade ideal, que tivesse igualdade de direitos.
Segundo Karl Marx (1818-1883), o objetivo do comunismo é o domínio do proletariado, perante o declínio da burguesia, acabando assim com a diferença (confronto) de classes.
O comunismo se baseia numa sociedade sem classes, onde todos têm os mesmos direitos, os mesmos ganhos e gastos.
Entre os países que adotaram o regime comunista, podemos citar a U.R.S.S., a China, Cuba e Alemanha Oriental.
No Brasil, o Partido Comunista dos 40 anos que existiu, pelo menos 35 foi ilegal, o que tornou extremamente difícil sua documentação. Esse partido foi fundado no congresso que realizou nos dias 25, 26 e 27 de março de 1922, porém, três meses depois não era mais considerado legal. O "Manifesto Comunista" foi publicado em livro no Brasil, em 1924. Entre 1917 e 1920 o movimento sofreu grande influência da Revolução de Outubro.
Comunismo
Introdução
No seu uso mais comum, o termo "comunismo" refere-se à obra e às idéias de Karl Marx e, posteriormente, a diversos outros teóricos, notavelmente Friedrich Engels, Rosa Luxemburgo, Vladimir Lenin, Antonio Gramsci, entre outros. Uma das principais obras fundadoras desta corrente política é O Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels e a principal obra teórica é O Capital de Marx.
As principais características do modelo de sociedade comunal proposto nas obras de Marx e Engels são:
A inexistência das classes sociais.
As necessidades de todas as pessoas supridas.
A ausência do Estado.
Para chegar a tal estado, Marx propõe uma fase de transição, com a tomada do poder pelos proletários para abolir a propriedade privada dos meios de produção e a consequente orientação da economia de forma planejada com o objetivo de suprir todas as necessidades da sociedade e seus indivíduos. Marx entende que, com as necessidades supridas, deixam de existir as classes sociais e, portanto, não existe mais a necessidade do Estado.
Algumas vertentes do socialismo e do comunismo, identificadas como anarquistas, defendem a abolição imediata do Estado. Tornam-se mais visíveis as diferenças entre estes grupos quando se sabe que a primeira Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) terminou como resultado da cisão entre marxistas (que acreditavam na necessidade de tomar o poder do Estado para realizar a revolução) e bakuninistas (que acreditavam que não haveria revolução a menos que o Estado fosse abolido em simultâneo com o capitalismo).
A teoria que dá base à construção do comunismo tem como ponto de partida a análise feita por Marx da sociedade capitalista. Segundo ele, a propriedade privada dos meios de produção, característica fundamental do capitalismo, só existe com a apropriação da mais-valia pela classe dominante, ou seja, a exploração do homem pelo homem é fundamental ao capitalismo.
Marx acreditava que somente em uma sociedade sem classes sociais essa exploração não aconteceria. Considerava, ainda, que somente o proletariado[1] poderia, por uma luta política consciente e consequente de seu papel, derrubar o capitalismo, não para constituir um Estado para si, mas para acabar com as classes sociais e derrubar o Estado como instrumento político de existência das classes.
A palavra comunismo apareceu pela primeira vez na imprensa em 1827, quando Robert Owen se referiu a socialistas e comunistas. Segundo ele, estes consideravam o capital comum mais benéfico do que o capital privado. As palavras socialismo e comunismo foram usadas como sinônimos durante todo o século XIX. A definição do termo comunismo é dada após a Revolução russa, no início do século XX, pois Vladimir Lenin entendia que o termo socialismo já estava desgastado e deturpado. Por sua teoria, o comunismo só seria atingido depois de uma fase de transição pelo socialismo, onde haveria ainda uma hierarquia de governo.
[editar] Teorias e correntes do Comunismo
Reprodução da capa original do Manifesto Comunista
Ver artigo principal: História do Comunismo
[editar] Utópicos
Ver artigo principal: Socialismo utópico
As idéias comunistas desenvolveram-se a partir dos escritos dos chamados socialistas utópicos, como Robert Owen, Charles Fourier e Saint-Simon.
Robert Owen foi o primeiro autor a considerar que o valor de uma mercadoria deve ser medido pelo trabalho a ela incorporado, e não pelo valor em dinheiro que lhe é atribuído. Charles Fourier foi o primeiro a defender a abolição do capitalismo e sua substituição por uma sociedade baseada no comunismo. E o Conde de Saint-Simon defendeu que a nova sociedade deveria ser planejada para atender o bem-estar dos pobres. Todos estes autores, entretanto, propunham a mudança social através da criação de comunidades rurais auto-suficientes por voluntários. Estes autores não consideraram que a sociedade estaria dividida em classes sociais com interesses antagônicos.
[editar] O socialismo científico
Ver artigo principal: Marxismo
Karl Marx foi o responsável pela análise econômica e histórica mais detalhada da evolução das relações econômicas entre as classes sociais. Marx procurou demonstrar a dinâmica econômica que levou a sociedade, partindo do comunismo primitivo, até a concentração cada vez mais acentuada do capital e o aparecimento da classe operária. Esta, ao mesmo tempo seria filha do capitalismo, e a fonte de sua futura ruína. Marx se diferenciou dos seus precursores por explicar a evolução da sociedade em termos puramente econômicos, e se referir à acumulação do capital através da mais-valia de forma mais clara que seus antecessores.
Marx considerava, ao contrário de muitos dos seus contemporâneos e de muitos críticos actuais, o comunismo um "movimento real" e não um "ideal" ou "modelo de sociedade" produzido por intelectuais. Este movimento real, para Marx, se manifestava no movimento operário. Inicialmente ele propôs que a classe operária fizesse um processo de estatização dos meios de produção ao derrubar o poder da burguesia, para depois haver a supressão total do Estado. Após a experiência da Comuna de Paris, ele revê esta posição e passa a defender a abolição do Estado e o "autogoverno dos produtores associados". No entanto, também diferentemente dos outros autores, Marx acreditava que a sociedade era regida por leis econômicas que eram alheias à vontade humana. Para ele, tanto as mudanças passadas, quanto a Revolução socialista que poria fim ao capitalismo, eram necessidades históricas que fatalmente aconteceriam.
[editar] Libertários
Proudhon
Bakunin
Ver artigo principal: Comunismo libertário
Em 1840, Pierre-Joseph Proudhon publica seu livro Que é a Propriedade?, em que, baseando-se em informações históricas, jurídicas e econômicas, procura demonstrar que toda a propriedade tem em sua raiz um ato de "roubo". Proudhon ataca o conceito de renda, o qual compreende como sendo o direito de exigir algo a troco de nada. E pela primeira vez, identifica uma parcela da população como produtores de riqueza (os trabalhadores) e uma outra como os usurpadores dessa riqueza (os proprietários). Conclui que a propriedade é impossível, e só pode existir como uma ficção jurídica imposta pela força, através do Estado. Proudhon então conclui que os cidadãos só estarão livres da imposição da propriedade numa sociedade onde o Estado não exista.
Diferente de seus precursores[2], Proudhon desprezou a religião e procurou basear sua análise econômica apenas em fatos e lógica. Acredita que a mudança através da violência representaria apenas uma mudança de governo, nada modificando nas relações sociais. Estas, portanto teriam que ser reformadas gradativamente, pelos próprios cidadãos. Além disso, identificou parte do mecanismo pelo qual as contradições do capitalismo se intensificavam. Em Sistema de Contradições Econômicas ou Filosofia da Miséria (1846), Proudhon afirma que depois de ter provocado o consumo de mercadorias pela abundância de produtos, a sociedade estimula a escassez pelo baixo nível dos salários, uma idéia que se popularizaria com o nome de "crise de superprodução-subconsumo".
Após ter travado contato com Proudhon e descrito sua obra de forma lisonjeira em A Sagrada Família (1845), Marx passa a criticá-lo em Miséria da Filosofia (1847). O embate se intensifica na AIT contra Bakunin, outro anarquista, e leva a associação ao seu fim. O principal ponto de discordância era que, para Proudhon e Bakunin, a Revolução só seria possível com a abolição imediata do Estado. Já Marx acreditava que o Estado poderia ser instrumental no processo revolucionário. Os anarquistas também rejeitavam a autoridade, e Marx não. Após o fim da AIT, os adeptos de Proudhon e Bakunin passam a se chamar "comunistas libertários" para se diferenciar dos marxistas, que permanecem usando a denominação de comunistas. A partir daí, essas duas correntes do comunismo se separaram e seguiram trajetórias independentes.
[editar] Pós-marxismo
[editar] Revisionismo
Ver artigo principal: Socialdemocracia
O movimento comunista, a partir do início do século XX, passou a se dividir em diversas correntes. Inicialmente, o surgimento do chamado "revisionismo", também chamado reformismo, proposto por Bernstein, que considerava que o aburguesamento da classe operária tornava a possibilidade de uma revolução socialista quase nula e que o socialismo deveria adaptar-se à esta realidade lutando não pelo socialismo, mas pela reforma do capitalismo em bases puramente éticas. Inicialmente rejeitada pelo movimento socialista, que então recebia o nome geral de socialdemocracia, o reformismo acabou consolidando-se como prática política geral dos partidos socialistas de massa após a Primeira Guerra Mundial, quando o assentimento dos partidos socialistas da Alemanha, França e Itália em votar a favor dos créditos de guerra nos seus parlamentos revelou sua aceitação geral da legalidade burguesa e sua recusa do "derrotismo revolucionário" (isto é, a busca da revolução socialista mesmo em detrimento dos interesses do Estado Nacional) praticada pelos bolcheviques de Lenin.
[editar] Comunismo de Partido
Ver artigo principal: Leninismo
Na esteira da Revolução Russa, criar-se-ia uma divisão entre a Extrema Esquerda do movimento socialista, liderada por Lenin, que promoveria o retorno da expressão "comunismo", adotada por Marx para definir-se a si mesma, distinguindo-se das correntes socialistas reformistas, que retiveram o nome de social-democracia. A concepção "bolchevista" ou "leninista" (nas suas diversas corrrentes) que compreendia que o comunismo fosse precedido por um período de transição chamado socialismo, no qual haveria a estatização dos meios de produção, permaneceria existindo a lei do valor e o uso do dinheiro, entre outras características do capitalismo. Este período de transição desembocaria, pelos menos teoricamente, na extinção gradual do Estado e das demais característica do capitalismo, constituindo assim o comunismo. As obras que desenvolvem esta tese são os escritos de Lênin após a revolução bolchevique, o livro de Joseph Stálin "Problemas Econômicos na União Soviética" e em vários escritos posteriores dos seguidores desta corrente, tanto na Rússia quanto no resto do mundo.
[editar] Conselhismo
Ver artigo principal: Comunismo de conselhos
Os comunistas, no entanto, logo se viram diante de uma nova divisão: por um lado, os comunistas de partido - os adeptos das teses de Lênin de que o partido de vanguarda seria um instrumento necessário para a revolução comunista - e, por, outro, os "comunistas de conselhos", que consideravam os conselhos operários ou "sovietes" como a forma de organização revolucionária dos trabalhadores. A concepção conselhista, retomava Marx e concebia o comunismo como um modo de produção que substituia o capitalismo, abolindo o Estado, a lei do valor etc., imediatamente, através da autogestão dos conselhos operários. Assim, esta corrente questionava a idéia de um período de transição, colocando-a como sendo contra-revolucionária e produto de um projeto semi-burguês no interior do movimento operário. As principais obras que expressam este ponto de vista são: "Princípios Fundamentais do Modo de Produção e Distribuição Comunista", do Grupo Comunista Internacionalista da Holanda e "Os Conselhos Operários" de Anton Pannekoek, e vários outras obras posteriores que desenvolveram estas teses até os dias de hoje, assumindo o nome contemporâneo de autogestão.
[editar] Cisões posteriores
Esta divisão seria seguida por várias outras divisões, principalmente dentro da corrente hegemônica, o "comunismo de partido" - também chamado bolchevismo, leninismo ou marxismo-leninismo, criando diversas tendências, como o maoísmo, o stalinismo, o trotskismo, entre outras. Esta divisão dentro da própria teoria acabaria por minar muitas das iniciativas do Comunismo e causar várias lutas ideológicas internas.
[editar] Revolução Russa de 1917
Ver artigo principal: Revolução Russa de 1917
Trotsky e Lenin em Petrogrado em 1921 entre militantes comunistas
A Revolução Russa foi uma série de eventos políticos na Rússia, durante os quais os operários e camponeses sucessivamente derrubaram a autocracia russa, o governo provisório e expropriaram campos, fábricas e demais locais de trabalho. Estes eventos aconteceram durante o ano de 1917 e início de 1918, e resultaram numa guerra civil que durou de 1918 a 1921. Durante este processo, o Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lenin e Leon Trotski, se transformou na única força política capaz de restabelecer a ordem. Ele criou um poderoso exército, que submeteu igualmente a classe operária e os demais partidos, ao mesmo tempo que adotou o discurso comunista, o qual utilizou como justificativa para a imposição de uma ditadura.
[editar] A nurocratização
Ver artigo principal: Degenerescência nurocrática
Ainda durante os seus últimos anos de vida, Lenin empreendeu uma vigorosa luta contra a burocratização do Partido e a concentração de poder nas mãos de Stalin, sugerindo que Trotsky, "o mais capaz do Comitê Central", assumisse o comando do partido. Além de ter exercido papel decisivo como reorganizador do Exército Vermelho, Trotsky havia proposto a teoria chamada de "Revolução Permanente", e que fora adotada por Lenin em suas Teses de Abril - quando este admitiu que a Revolução Russa colocaria em curso o transcrescimento ininterrupto entre revolução burguesa (fevereiro) e proletária (outubro);
[editar] Stalinismo
Ver artigo principal: Stalinismo
As perseguições se agravaram pouco tempo depois da morte de Lênin, em janeiro de 1924, quando uma luta interna pelo poder estabeleceu-se entre Trotski e Stalin. Ela terminou com a vitória de Stalin, que implantou um regime de terror e intrigas, exterminando dois terços dos quadros do Partido Comunista, de forma a prevalecer inconteste. Durante seu regime a União Soviética saltou de um país arruinado pela guerra civil) para uma superpotência, mas ao custo de pelo menos 7,5 milhões de mortes devidas à grande fome de 1923-1933.
Apesar das críticas, muitas pessoas do ocidente viam com admiração o regime socialista da URSS, sendo notório o apoio de diversos intelectuais de esquerda do ocidente ao governo de Stalin.
[editar] A oposição de esquerda
Túmulo de Trotsky, no México
Ver artigo principal: Trotskismo
Após a morte de Lenin, seguiu-se um período de conflitos, tendo como pano de fundo interno as disputas sobre a coletivização da agricultura e a burocratização do aparato partidário, Stálin deu um golpe contra Trotsky e a velha guarda bolchevique, mandando para a cadeia, para o exílio ou para a morte centenas de milhares de comunistas e anarquistas russos.
Leon Trotsky, expulso, permaneceu lutando pelo comunismo e construiu um novo reagrupamento internacionalista, a IV Internacional, que foi o bastião do marxismo-revolucionário nos negros anos do stalinismo. Trotsky foi assassinado, na Cidade do México por Ramon Mercader, agente da polícia secreta de Stalin (GPU, depois KGB).
[editar] Autocrítica
Quando Nikita Khrushchev assumiu o poder da URSS, ele denunciou os crimes de Stalin e campos de concentração (gulags), porém isso pouco mudou a ação do estado socialista repressor.
Nem mesmo a publicação do livro Arquipélago de Gulag do ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1970, Aleksandr Solzhenitsyn, mudou alguma coisa, pois ninguém dentro da URSS sabia da existência do livro. Este livro foi escrito entre 1962 e 1973, somente foi publicado no ocidente em 1973. O livro foi publicado oficialmente na Rússia apenas em 1989.
Segundo a descrição do livro, os "goulags" seriam campos de trabalho penoso, bastante próximo de uma situação de escravatura, para intelectuais opositores ou eventuais traidores do regime, cujas condições de chegada foram descritas e comparadas, por muitos dos seus sobreviventes, às de deportação para campos de extermínio. Segundo algumas descrições, os campos mais desumanos encontravam-se na região da Sibéria.
[editar] Glasnost
Ver artigo principal: Glasnost
Após a Segunda Guerra Mundial, em que a Alemanha nazista foi derrotada pelas forças aliadas, com predominância da União Soviética, iniciou-se uma fase de revisão dos fundamentos do estalinismo, o que resultou, nos anos 90, na revisão do Estado Soviético que foram então conhecidos como "glasnost" e "perestroika". Para alguns, isto significou uma volta ao capitalismo e uma reaproximação à política dos Estados Unidos, enquanto que, para outros que qualificavam a sociedade russa como um capitalismo de estado, tratava-se de uma volta ao capitalismo privado.
[editar] A queda do muro de Berlim
Muro de Berlim
Queda do Muro de Berlim
Ver artigo principal: Muro de Berlim
Após a queda do muro de Berlim, o comunismo foi considerado morto por vários pensadores, intelectuais e pela mídia. O marxismo manteve-se sob outras formas, como na China, com Mao Tsé-Tung, em Cuba, com Fidel Castro e, mais duramente, na Coreia do Norte, com Kim Il-sung e o seu filho Kim Jong-il. Segundo alguns pensadores, mais como uma referência filosófica e política geradora de alguma polêmica do que propriamente um ente político de largo espectro, pois ter-se-ia limitado ao nível de Governo, deixando o povo com relativa liberdade de acordo com cada norma vigente no respectivo país. O marxismo mantém-se, contudo, como uma referência filosófica e política, (polémica, é certo), que não deve ser desprezada no contexto da globalização.
Os seguidores desta doutrina política defrontam-se, entretanto, com as novas realidades históricas que têm originado movimentos reformadores que pretendem repensá-la. O projeto de instauração de uma sociedade comunista ainda é defendido por diversas correntes e pensadores, alguns mantendo a concepção que inspirou a Revolução Bolchevique, o leninismo (para quem as "renovações" são apenas sinal de subjugação ao capitalismo), e outros, fazendo revisão ou aderindo às correntes comunistas anti-leninistas. O socialismo continuou de outra maneira em diversos países do mundo.
[editar] Comunismo versus Anarquismo
Símbolo do anarquismo
Os movimentos anarquista e marxista surgiram e ganharam forte atuação no século XIX, em meio aos efeitos sociais da Revolução Industrial. Foram ambos contestadores da ordem liberal burguesa e do Estado garantidor das condições trabalhistas da época, coincidindo, também, quanto ao ideal comunista: o fim das divisões de classes, da exploração e até mesmo do Estado.
A despeito dessas semelhanças (de origem, alguns alvos de atuação e objetivos finais), divergiam quanto ao caminho a ser seguido para alcançar a utopia comunista. Para os marxistas, deveria haver uma fase intermediária socialista — a ditadura do proletariado —, um Estado revolucionário que construiria as condições viabilizadoras do comunismo, tais como lidar com os movimentos contra-revolucionários que viessem a surgir na transição. Os anarquistas, ao contrário, pensavam construir o comunismo imediatamente, erradicando não apenas as classes, as instituições e as tradições, mas sobretudo o Estado.
Na segunda metade do século XIX, durante o século XX, e ainda no século XXI as diferenças prevaleceram sobre as semelhanças, promovendo entre os dois movimentos socialistas uma convivência de choques e divergências, nas suas lutas contra a ordem estabelecida.
[editar] Críticas ao comunismo
Ver artigo principal: Anticomunismo
Desde a sua difusão, o comunismo marxista-leninista recebeu oposição, tanto da esquerda quanto da direita política[3][4]. Vários críticos atribuem ao comunismo episódios de violação de direitos humanos observados durante o século XX, como o genocídio ucraniano na União Soviética ou o massacre de um quarto da população do Camboja [5] sob o regime de Pol Pot[6]. Há críticas ainda ao funcionamento da economia comunista, considerada por Mises ineficiente [7] e por Hayek inevitavelmente ligada à tirania.
As principais críticas ao comunismo assentam essencialmente na ideia que quanto maior é intervenção do estado, mais negativa é. Porque:
Interfere com a liberdade individual e livre iniciativa das pessoas e empresas, que, curiosamente, são quem sustentam involuntariamente o Estado através dos impostos e taxas;
Ao deslocar recursos dos mais produtivos para os menos produtivos, retirando produção aos primeiros para alocar aos segundos, o Estado contribui para uma diminuição da eficiência global do sistema económico e social. Isto porque é intuitivo que a pessoa que não vê uma recompensa maior pelo seu esforço, tem tendência a produzir menos, dessa forma todos ficam mais pobres.
Karl Popper, Milton Friedman, Bernard-Henri Lévy e Václav Havel são alguns eminentes anticomunistas. A ideologia comunista também é combatida pela Doutrina Social da Igreja Católica.
[editar] Ver também
O Capital, de Karl Marx, 1867
Manifesto Comunista, de Karl Marx, 1848
O Ópio dos Intelectuais, de Raymond Aron, 1954.
[editar] Bibliografia
O Livro negro do Comunismo, de Stephane Courtois, Nicolas Werth, Jean-Louis Panne, Andrzej Paczkowski, Karel Bartosek e Jean-Louis Margolin, Quetzal Editores, 1998
Au Pays du mensonge déconcertant, de Anton Ciliga, Gallimard, 1938.
Récits de la Kolyma, de Varlam Chalamov, 2003.
Goulag, de Tomasz Kisny, 2003.
Marx, Proudhon e o Socialismo Europeu, de J. Hampden Jackson, Zahar Editores, 1963.
[editar] Referências
↑ Proletariado: os trabalhadores que produzem mais-valia, principalmente os da grande indústria.
↑ Precursores de Proudhon: Max Stirner, William Godwin, entre outros.
↑ Bernard-Henri Lévy - La barbarie à visage humain
↑ MILL, J. S. Princípios de Economia Política, Livro IV, Capítulo 7
↑ International Judicial Monitor - International Tribunal Spotlight: Extraordinary Chambers in the Courts of Cambodia
↑ Vincent Cook - Pol Pot and the Marxist Ideal
↑ BOETTKE, P. J. Public Choice and Socialism. George Mason University
No seu uso mais comum, o termo "comunismo" refere-se à obra e às idéias de Karl Marx e, posteriormente, a diversos outros teóricos, notavelmente Friedrich Engels, Rosa Luxemburgo, Vladimir Lenin, Antonio Gramsci, entre outros. Uma das principais obras fundadoras desta corrente política é O Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels e a principal obra teórica é O Capital de Marx.
As principais características do modelo de sociedade comunal proposto nas obras de Marx e Engels são:
A inexistência das classes sociais.
As necessidades de todas as pessoas supridas.
A ausência do Estado.
Para chegar a tal estado, Marx propõe uma fase de transição, com a tomada do poder pelos proletários para abolir a propriedade privada dos meios de produção e a consequente orientação da economia de forma planejada com o objetivo de suprir todas as necessidades da sociedade e seus indivíduos. Marx entende que, com as necessidades supridas, deixam de existir as classes sociais e, portanto, não existe mais a necessidade do Estado.
Algumas vertentes do socialismo e do comunismo, identificadas como anarquistas, defendem a abolição imediata do Estado. Tornam-se mais visíveis as diferenças entre estes grupos quando se sabe que a primeira Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) terminou como resultado da cisão entre marxistas (que acreditavam na necessidade de tomar o poder do Estado para realizar a revolução) e bakuninistas (que acreditavam que não haveria revolução a menos que o Estado fosse abolido em simultâneo com o capitalismo).
A teoria que dá base à construção do comunismo tem como ponto de partida a análise feita por Marx da sociedade capitalista. Segundo ele, a propriedade privada dos meios de produção, característica fundamental do capitalismo, só existe com a apropriação da mais-valia pela classe dominante, ou seja, a exploração do homem pelo homem é fundamental ao capitalismo.
Marx acreditava que somente em uma sociedade sem classes sociais essa exploração não aconteceria. Considerava, ainda, que somente o proletariado[1] poderia, por uma luta política consciente e consequente de seu papel, derrubar o capitalismo, não para constituir um Estado para si, mas para acabar com as classes sociais e derrubar o Estado como instrumento político de existência das classes.
A palavra comunismo apareceu pela primeira vez na imprensa em 1827, quando Robert Owen se referiu a socialistas e comunistas. Segundo ele, estes consideravam o capital comum mais benéfico do que o capital privado. As palavras socialismo e comunismo foram usadas como sinônimos durante todo o século XIX. A definição do termo comunismo é dada após a Revolução russa, no início do século XX, pois Vladimir Lenin entendia que o termo socialismo já estava desgastado e deturpado. Por sua teoria, o comunismo só seria atingido depois de uma fase de transição pelo socialismo, onde haveria ainda uma hierarquia de governo.
[editar] Teorias e correntes do Comunismo
Reprodução da capa original do Manifesto Comunista
Ver artigo principal: História do Comunismo
[editar] Utópicos
Ver artigo principal: Socialismo utópico
As idéias comunistas desenvolveram-se a partir dos escritos dos chamados socialistas utópicos, como Robert Owen, Charles Fourier e Saint-Simon.
Robert Owen foi o primeiro autor a considerar que o valor de uma mercadoria deve ser medido pelo trabalho a ela incorporado, e não pelo valor em dinheiro que lhe é atribuído. Charles Fourier foi o primeiro a defender a abolição do capitalismo e sua substituição por uma sociedade baseada no comunismo. E o Conde de Saint-Simon defendeu que a nova sociedade deveria ser planejada para atender o bem-estar dos pobres. Todos estes autores, entretanto, propunham a mudança social através da criação de comunidades rurais auto-suficientes por voluntários. Estes autores não consideraram que a sociedade estaria dividida em classes sociais com interesses antagônicos.
[editar] O socialismo científico
Ver artigo principal: Marxismo
Karl Marx foi o responsável pela análise econômica e histórica mais detalhada da evolução das relações econômicas entre as classes sociais. Marx procurou demonstrar a dinâmica econômica que levou a sociedade, partindo do comunismo primitivo, até a concentração cada vez mais acentuada do capital e o aparecimento da classe operária. Esta, ao mesmo tempo seria filha do capitalismo, e a fonte de sua futura ruína. Marx se diferenciou dos seus precursores por explicar a evolução da sociedade em termos puramente econômicos, e se referir à acumulação do capital através da mais-valia de forma mais clara que seus antecessores.
Marx considerava, ao contrário de muitos dos seus contemporâneos e de muitos críticos actuais, o comunismo um "movimento real" e não um "ideal" ou "modelo de sociedade" produzido por intelectuais. Este movimento real, para Marx, se manifestava no movimento operário. Inicialmente ele propôs que a classe operária fizesse um processo de estatização dos meios de produção ao derrubar o poder da burguesia, para depois haver a supressão total do Estado. Após a experiência da Comuna de Paris, ele revê esta posição e passa a defender a abolição do Estado e o "autogoverno dos produtores associados". No entanto, também diferentemente dos outros autores, Marx acreditava que a sociedade era regida por leis econômicas que eram alheias à vontade humana. Para ele, tanto as mudanças passadas, quanto a Revolução socialista que poria fim ao capitalismo, eram necessidades históricas que fatalmente aconteceriam.
[editar] Libertários
Proudhon
Bakunin
Ver artigo principal: Comunismo libertário
Em 1840, Pierre-Joseph Proudhon publica seu livro Que é a Propriedade?, em que, baseando-se em informações históricas, jurídicas e econômicas, procura demonstrar que toda a propriedade tem em sua raiz um ato de "roubo". Proudhon ataca o conceito de renda, o qual compreende como sendo o direito de exigir algo a troco de nada. E pela primeira vez, identifica uma parcela da população como produtores de riqueza (os trabalhadores) e uma outra como os usurpadores dessa riqueza (os proprietários). Conclui que a propriedade é impossível, e só pode existir como uma ficção jurídica imposta pela força, através do Estado. Proudhon então conclui que os cidadãos só estarão livres da imposição da propriedade numa sociedade onde o Estado não exista.
Diferente de seus precursores[2], Proudhon desprezou a religião e procurou basear sua análise econômica apenas em fatos e lógica. Acredita que a mudança através da violência representaria apenas uma mudança de governo, nada modificando nas relações sociais. Estas, portanto teriam que ser reformadas gradativamente, pelos próprios cidadãos. Além disso, identificou parte do mecanismo pelo qual as contradições do capitalismo se intensificavam. Em Sistema de Contradições Econômicas ou Filosofia da Miséria (1846), Proudhon afirma que depois de ter provocado o consumo de mercadorias pela abundância de produtos, a sociedade estimula a escassez pelo baixo nível dos salários, uma idéia que se popularizaria com o nome de "crise de superprodução-subconsumo".
Após ter travado contato com Proudhon e descrito sua obra de forma lisonjeira em A Sagrada Família (1845), Marx passa a criticá-lo em Miséria da Filosofia (1847). O embate se intensifica na AIT contra Bakunin, outro anarquista, e leva a associação ao seu fim. O principal ponto de discordância era que, para Proudhon e Bakunin, a Revolução só seria possível com a abolição imediata do Estado. Já Marx acreditava que o Estado poderia ser instrumental no processo revolucionário. Os anarquistas também rejeitavam a autoridade, e Marx não. Após o fim da AIT, os adeptos de Proudhon e Bakunin passam a se chamar "comunistas libertários" para se diferenciar dos marxistas, que permanecem usando a denominação de comunistas. A partir daí, essas duas correntes do comunismo se separaram e seguiram trajetórias independentes.
[editar] Pós-marxismo
[editar] Revisionismo
Ver artigo principal: Socialdemocracia
O movimento comunista, a partir do início do século XX, passou a se dividir em diversas correntes. Inicialmente, o surgimento do chamado "revisionismo", também chamado reformismo, proposto por Bernstein, que considerava que o aburguesamento da classe operária tornava a possibilidade de uma revolução socialista quase nula e que o socialismo deveria adaptar-se à esta realidade lutando não pelo socialismo, mas pela reforma do capitalismo em bases puramente éticas. Inicialmente rejeitada pelo movimento socialista, que então recebia o nome geral de socialdemocracia, o reformismo acabou consolidando-se como prática política geral dos partidos socialistas de massa após a Primeira Guerra Mundial, quando o assentimento dos partidos socialistas da Alemanha, França e Itália em votar a favor dos créditos de guerra nos seus parlamentos revelou sua aceitação geral da legalidade burguesa e sua recusa do "derrotismo revolucionário" (isto é, a busca da revolução socialista mesmo em detrimento dos interesses do Estado Nacional) praticada pelos bolcheviques de Lenin.
[editar] Comunismo de Partido
Ver artigo principal: Leninismo
Na esteira da Revolução Russa, criar-se-ia uma divisão entre a Extrema Esquerda do movimento socialista, liderada por Lenin, que promoveria o retorno da expressão "comunismo", adotada por Marx para definir-se a si mesma, distinguindo-se das correntes socialistas reformistas, que retiveram o nome de social-democracia. A concepção "bolchevista" ou "leninista" (nas suas diversas corrrentes) que compreendia que o comunismo fosse precedido por um período de transição chamado socialismo, no qual haveria a estatização dos meios de produção, permaneceria existindo a lei do valor e o uso do dinheiro, entre outras características do capitalismo. Este período de transição desembocaria, pelos menos teoricamente, na extinção gradual do Estado e das demais característica do capitalismo, constituindo assim o comunismo. As obras que desenvolvem esta tese são os escritos de Lênin após a revolução bolchevique, o livro de Joseph Stálin "Problemas Econômicos na União Soviética" e em vários escritos posteriores dos seguidores desta corrente, tanto na Rússia quanto no resto do mundo.
[editar] Conselhismo
Ver artigo principal: Comunismo de conselhos
Os comunistas, no entanto, logo se viram diante de uma nova divisão: por um lado, os comunistas de partido - os adeptos das teses de Lênin de que o partido de vanguarda seria um instrumento necessário para a revolução comunista - e, por, outro, os "comunistas de conselhos", que consideravam os conselhos operários ou "sovietes" como a forma de organização revolucionária dos trabalhadores. A concepção conselhista, retomava Marx e concebia o comunismo como um modo de produção que substituia o capitalismo, abolindo o Estado, a lei do valor etc., imediatamente, através da autogestão dos conselhos operários. Assim, esta corrente questionava a idéia de um período de transição, colocando-a como sendo contra-revolucionária e produto de um projeto semi-burguês no interior do movimento operário. As principais obras que expressam este ponto de vista são: "Princípios Fundamentais do Modo de Produção e Distribuição Comunista", do Grupo Comunista Internacionalista da Holanda e "Os Conselhos Operários" de Anton Pannekoek, e vários outras obras posteriores que desenvolveram estas teses até os dias de hoje, assumindo o nome contemporâneo de autogestão.
[editar] Cisões posteriores
Esta divisão seria seguida por várias outras divisões, principalmente dentro da corrente hegemônica, o "comunismo de partido" - também chamado bolchevismo, leninismo ou marxismo-leninismo, criando diversas tendências, como o maoísmo, o stalinismo, o trotskismo, entre outras. Esta divisão dentro da própria teoria acabaria por minar muitas das iniciativas do Comunismo e causar várias lutas ideológicas internas.
[editar] Revolução Russa de 1917
Ver artigo principal: Revolução Russa de 1917
Trotsky e Lenin em Petrogrado em 1921 entre militantes comunistas
A Revolução Russa foi uma série de eventos políticos na Rússia, durante os quais os operários e camponeses sucessivamente derrubaram a autocracia russa, o governo provisório e expropriaram campos, fábricas e demais locais de trabalho. Estes eventos aconteceram durante o ano de 1917 e início de 1918, e resultaram numa guerra civil que durou de 1918 a 1921. Durante este processo, o Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lenin e Leon Trotski, se transformou na única força política capaz de restabelecer a ordem. Ele criou um poderoso exército, que submeteu igualmente a classe operária e os demais partidos, ao mesmo tempo que adotou o discurso comunista, o qual utilizou como justificativa para a imposição de uma ditadura.
[editar] A nurocratização
Ver artigo principal: Degenerescência nurocrática
Ainda durante os seus últimos anos de vida, Lenin empreendeu uma vigorosa luta contra a burocratização do Partido e a concentração de poder nas mãos de Stalin, sugerindo que Trotsky, "o mais capaz do Comitê Central", assumisse o comando do partido. Além de ter exercido papel decisivo como reorganizador do Exército Vermelho, Trotsky havia proposto a teoria chamada de "Revolução Permanente", e que fora adotada por Lenin em suas Teses de Abril - quando este admitiu que a Revolução Russa colocaria em curso o transcrescimento ininterrupto entre revolução burguesa (fevereiro) e proletária (outubro);
[editar] Stalinismo
Ver artigo principal: Stalinismo
As perseguições se agravaram pouco tempo depois da morte de Lênin, em janeiro de 1924, quando uma luta interna pelo poder estabeleceu-se entre Trotski e Stalin. Ela terminou com a vitória de Stalin, que implantou um regime de terror e intrigas, exterminando dois terços dos quadros do Partido Comunista, de forma a prevalecer inconteste. Durante seu regime a União Soviética saltou de um país arruinado pela guerra civil) para uma superpotência, mas ao custo de pelo menos 7,5 milhões de mortes devidas à grande fome de 1923-1933.
Apesar das críticas, muitas pessoas do ocidente viam com admiração o regime socialista da URSS, sendo notório o apoio de diversos intelectuais de esquerda do ocidente ao governo de Stalin.
[editar] A oposição de esquerda
Túmulo de Trotsky, no México
Ver artigo principal: Trotskismo
Após a morte de Lenin, seguiu-se um período de conflitos, tendo como pano de fundo interno as disputas sobre a coletivização da agricultura e a burocratização do aparato partidário, Stálin deu um golpe contra Trotsky e a velha guarda bolchevique, mandando para a cadeia, para o exílio ou para a morte centenas de milhares de comunistas e anarquistas russos.
Leon Trotsky, expulso, permaneceu lutando pelo comunismo e construiu um novo reagrupamento internacionalista, a IV Internacional, que foi o bastião do marxismo-revolucionário nos negros anos do stalinismo. Trotsky foi assassinado, na Cidade do México por Ramon Mercader, agente da polícia secreta de Stalin (GPU, depois KGB).
[editar] Autocrítica
Quando Nikita Khrushchev assumiu o poder da URSS, ele denunciou os crimes de Stalin e campos de concentração (gulags), porém isso pouco mudou a ação do estado socialista repressor.
Nem mesmo a publicação do livro Arquipélago de Gulag do ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1970, Aleksandr Solzhenitsyn, mudou alguma coisa, pois ninguém dentro da URSS sabia da existência do livro. Este livro foi escrito entre 1962 e 1973, somente foi publicado no ocidente em 1973. O livro foi publicado oficialmente na Rússia apenas em 1989.
Segundo a descrição do livro, os "goulags" seriam campos de trabalho penoso, bastante próximo de uma situação de escravatura, para intelectuais opositores ou eventuais traidores do regime, cujas condições de chegada foram descritas e comparadas, por muitos dos seus sobreviventes, às de deportação para campos de extermínio. Segundo algumas descrições, os campos mais desumanos encontravam-se na região da Sibéria.
[editar] Glasnost
Ver artigo principal: Glasnost
Após a Segunda Guerra Mundial, em que a Alemanha nazista foi derrotada pelas forças aliadas, com predominância da União Soviética, iniciou-se uma fase de revisão dos fundamentos do estalinismo, o que resultou, nos anos 90, na revisão do Estado Soviético que foram então conhecidos como "glasnost" e "perestroika". Para alguns, isto significou uma volta ao capitalismo e uma reaproximação à política dos Estados Unidos, enquanto que, para outros que qualificavam a sociedade russa como um capitalismo de estado, tratava-se de uma volta ao capitalismo privado.
[editar] A queda do muro de Berlim
Muro de Berlim
Queda do Muro de Berlim
Ver artigo principal: Muro de Berlim
Após a queda do muro de Berlim, o comunismo foi considerado morto por vários pensadores, intelectuais e pela mídia. O marxismo manteve-se sob outras formas, como na China, com Mao Tsé-Tung, em Cuba, com Fidel Castro e, mais duramente, na Coreia do Norte, com Kim Il-sung e o seu filho Kim Jong-il. Segundo alguns pensadores, mais como uma referência filosófica e política geradora de alguma polêmica do que propriamente um ente político de largo espectro, pois ter-se-ia limitado ao nível de Governo, deixando o povo com relativa liberdade de acordo com cada norma vigente no respectivo país. O marxismo mantém-se, contudo, como uma referência filosófica e política, (polémica, é certo), que não deve ser desprezada no contexto da globalização.
Os seguidores desta doutrina política defrontam-se, entretanto, com as novas realidades históricas que têm originado movimentos reformadores que pretendem repensá-la. O projeto de instauração de uma sociedade comunista ainda é defendido por diversas correntes e pensadores, alguns mantendo a concepção que inspirou a Revolução Bolchevique, o leninismo (para quem as "renovações" são apenas sinal de subjugação ao capitalismo), e outros, fazendo revisão ou aderindo às correntes comunistas anti-leninistas. O socialismo continuou de outra maneira em diversos países do mundo.
[editar] Comunismo versus Anarquismo
Símbolo do anarquismo
Os movimentos anarquista e marxista surgiram e ganharam forte atuação no século XIX, em meio aos efeitos sociais da Revolução Industrial. Foram ambos contestadores da ordem liberal burguesa e do Estado garantidor das condições trabalhistas da época, coincidindo, também, quanto ao ideal comunista: o fim das divisões de classes, da exploração e até mesmo do Estado.
A despeito dessas semelhanças (de origem, alguns alvos de atuação e objetivos finais), divergiam quanto ao caminho a ser seguido para alcançar a utopia comunista. Para os marxistas, deveria haver uma fase intermediária socialista — a ditadura do proletariado —, um Estado revolucionário que construiria as condições viabilizadoras do comunismo, tais como lidar com os movimentos contra-revolucionários que viessem a surgir na transição. Os anarquistas, ao contrário, pensavam construir o comunismo imediatamente, erradicando não apenas as classes, as instituições e as tradições, mas sobretudo o Estado.
Na segunda metade do século XIX, durante o século XX, e ainda no século XXI as diferenças prevaleceram sobre as semelhanças, promovendo entre os dois movimentos socialistas uma convivência de choques e divergências, nas suas lutas contra a ordem estabelecida.
[editar] Críticas ao comunismo
Ver artigo principal: Anticomunismo
Desde a sua difusão, o comunismo marxista-leninista recebeu oposição, tanto da esquerda quanto da direita política[3][4]. Vários críticos atribuem ao comunismo episódios de violação de direitos humanos observados durante o século XX, como o genocídio ucraniano na União Soviética ou o massacre de um quarto da população do Camboja [5] sob o regime de Pol Pot[6]. Há críticas ainda ao funcionamento da economia comunista, considerada por Mises ineficiente [7] e por Hayek inevitavelmente ligada à tirania.
As principais críticas ao comunismo assentam essencialmente na ideia que quanto maior é intervenção do estado, mais negativa é. Porque:
Interfere com a liberdade individual e livre iniciativa das pessoas e empresas, que, curiosamente, são quem sustentam involuntariamente o Estado através dos impostos e taxas;
Ao deslocar recursos dos mais produtivos para os menos produtivos, retirando produção aos primeiros para alocar aos segundos, o Estado contribui para uma diminuição da eficiência global do sistema económico e social. Isto porque é intuitivo que a pessoa que não vê uma recompensa maior pelo seu esforço, tem tendência a produzir menos, dessa forma todos ficam mais pobres.
Karl Popper, Milton Friedman, Bernard-Henri Lévy e Václav Havel são alguns eminentes anticomunistas. A ideologia comunista também é combatida pela Doutrina Social da Igreja Católica.
[editar] Ver também
O Capital, de Karl Marx, 1867
Manifesto Comunista, de Karl Marx, 1848
O Ópio dos Intelectuais, de Raymond Aron, 1954.
[editar] Bibliografia
O Livro negro do Comunismo, de Stephane Courtois, Nicolas Werth, Jean-Louis Panne, Andrzej Paczkowski, Karel Bartosek e Jean-Louis Margolin, Quetzal Editores, 1998
Au Pays du mensonge déconcertant, de Anton Ciliga, Gallimard, 1938.
Récits de la Kolyma, de Varlam Chalamov, 2003.
Goulag, de Tomasz Kisny, 2003.
Marx, Proudhon e o Socialismo Europeu, de J. Hampden Jackson, Zahar Editores, 1963.
[editar] Referências
↑ Proletariado: os trabalhadores que produzem mais-valia, principalmente os da grande indústria.
↑ Precursores de Proudhon: Max Stirner, William Godwin, entre outros.
↑ Bernard-Henri Lévy - La barbarie à visage humain
↑ MILL, J. S. Princípios de Economia Política, Livro IV, Capítulo 7
↑ International Judicial Monitor - International Tribunal Spotlight: Extraordinary Chambers in the Courts of Cambodia
↑ Vincent Cook - Pol Pot and the Marxist Ideal
↑ BOETTKE, P. J. Public Choice and Socialism. George Mason University
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